Regional

Cascavel sedia Congresso Internacional de Acolhimento Familiar

| 17/07/2018 - 17:25

Cascavel sedia Congresso Internacional de Acolhimento Familiar

Estão abertas as inscrições para o 2º Congresso Internacional de Acolhimento Familiar de Cascavel, no Paraná, que se realiza de 22 a 25 de julho, no Centro de Convenções e Eventos. Destinado a profissionais da Vara da Infância e Juventude, de conselhos tutelares, assistentes sociais, psicólogos, advogados, organizações não governamentais, estudantes e interessados na área, o congresso traz nessa edição alguns dos principais especialistas nesse assunto, do Brasil e do exterior.
Nesta edição, o Congresso apresenta palestras, debates e workshops práticos. Tanto pela profundidade da abordagem do tema, como nível dos palestrantes e quantidade de participantes (são 750 vagas), já é considerado um dos mais importantes e maiores eventos sobre o tema. As inscrições podem ser feitas pelo link https://bit.ly/inscricaoacolhimentocascavel.
O congresso é promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEASO) do Município de Cascavel, com parceria da Corregedoria Geral da Justiça do Paraná (TJPR), do Conselho Municipal de Turismo de Cascavel (COMTUR) e Itaipu Binacional; e apoio do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR).
Sergio Luiz Kreuz, Juiz Auxiliar da Corregedoria do Estado do Paraná, vai falar sobre o direito à convivência familiar da criança e do adolescente. Fundador e coordenador do programa de Família Acolhedora de Cascavel até 2016, é sem dúvida, uma das principais autoridades no assunto, por ter implantado o maior programa da América Latina. É também o idealizador deste congresso. A coordenadora do programa de Cascavel, a assistente social e professora Neusa Cerutti, e sua equipe compartilham a rica experiência sobre o serviço de acolhimento familiar e também o trabalho com famílias de origem e os caminhos para a reintegração familiar de crianças e adolescentes acolhidos.
Para apresentar experiências internacionais de acolhimento familiar e seus desafios, o Congresso traz este ano vários especialistas: da Espanha, a professora e pedagoga da Universidade de Barcelona, Maria Carme Montserrat Boada; o professor da Universidade de Sevilha, Jesus Palácios; de Portugal, o professor da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, João Paulo Ferreira Delgado; da Irlanda, o professor de Serviço e Política Social do Trinity College de Dublin, Robbie Gilligan.
Do meio jurídico participam do debate sobre o tema, os juízes da Vara de Infância e Juventude de Cascavel (PR), Fabrício Priotto Mussi, e da Vara de Uberlândia (MG), José Roberto Poiani. O papel do Ministério Público na fiscalização dos serviços de acolhimento familiar é o tema da palestra do promotor de justiça da Promotoria da Infância e Juventude de Cascavel, Luciano Machado de Souza.
Na área acadêmica, a doutora em psicologia e pós-doutora em saúde e desenvolvimento humano e consagrada autora de livros, Lídia Weber, fala sobre amores construídos no acolhimento e na adoção. A professora e psicóloga do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Lívia de Tartari, aborda aspectos relevantes para a capacitação de famílias acolhedoras. Também participam de debates, a psicóloga professora e coordenadora do curso de Direito/Univel, Caroline Buosi Velasco, e a psicóloga Lucimara Cabreira.
Representando o Terceiro Setor, a jornalista e presidente do Instituto Geração Amanhã, Sandra Sobral, relata sua história e as consequências do acolhimento institucional na socialização, desenvolvimento emocional, afetivo e neurológico do acolhido.
O QUE É ACOLHIMENTO FAMILIAR
O Acolhimento Familiar é uma medida protetiva, temporária e excepcional, prevista em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Trata-se de uma alternativa ao acolhimento institucional (abrigos e casas lares) para crianças e adolescentes em situação de risco social que foram afastados de suas famílias de origem por decisão judicial. Caracteriza-se pela transferência temporária dos direitos e deveres parentais dos pais biológicos para uma família acolhedora, previamente cadastrada, selecionada e vinculada a um programa.
O Acolhimento Familiar é regulamentado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e é prioritário ao acolhimento institucional, por lei, desde 2009. Embora seja amplamente difundido nos Estados Unidos e Europa, ainda é pouco conhecido ou aplicado no Brasil.
Fonte: Sobral Comunicação

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