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A difícil tarefa de garimpar líderes no Brasil

| 15/08/2018 - 20:05

A difícil tarefa de garimpar líderes no Brasil

Ao longo dos quase 15 anos da minha atividade como recrutador, entrevistei quase dez mil pessoas. Tive a sorte de acumular um conhecimento amplo sobre a oferta de executivos para funções de liderança no Brasil. Mesmo notando que nossos líderes têm demonstrado evolução nos últimos anos, ainda encontro dificuldades para atender a necessidade dos nossos clientes. A maioria ainda não está plenamente capacitada para lidar com temas frequentemente elencados, como inovação digital, governança corporativa e cultura empresarial.
O fato é que os tempos modernos demandam executivos que pensem não só em buscar novos negócios e melhores resultados, mas também em atrair talentos de repertório mais sofisticado. O cenário empresarial atual no Brasil exige um tipo de liderança diferente do que encontramos normalmente.
Passamos por uma enorme crise econômica, social e moral. Na política, a sociedade tem dificuldade em escolher candidatos que representem uma mudança real na forma de governar nosso país. No ambiente empresarial também precisamos de líderes mais inovadores, que consigam gerar valor em condições adversas e que sejam íntegros independentemente da forma como alguns negócios ainda são realizados no Brasil. Temos bons exemplos como a Votorantim, o Itaú, o grupo 3G e Klabin, referências já consolidadas em gestão empresarial e governança. O Buscapé e a 99, entre outros, também estão aí para mostrar o quão inovador tecnologicamente o brasileiro pode ser.
Mas a real solução para o problema está no longo prazo. O Brasil precisa “resetar” tudo e encontrar novas lideranças tanto na política quanto no meio empresarial.
A chave para uma repaginada do país está na educação. Desde o ensino básico, dos valores ensinados em casa pelas famílias brasileiras, até na atualização dos cursos ofertados nas maiores escolas de negócios. Precisamos ter uma nova matriz de formação profissional para gerar talentos mais preparados e com agilidade para acompanhar os novos caminhos.
Cadu Altona é sócio-diretor da EXEC
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