Economia

Vendas no varejo do Brasil têm queda inesperada e pior julho em 2 anos

| 13/09/2018 - 16:15

As vendas no varejo do Brasil caíram inesperadamente em julho.

As vendas no varejo do Brasil caíram inesperadamente em julho e registraram o pior resultado para o mês em dois anos pressionadas principalmente por móveis e eletrodomésticos, enfatizando a cautela e incertezas dos consumidores em meio ao cenário de atividade econômica mais fraca.
As vendas varejistas caíram 0,5 por cento em julho sobre junho, terceiro resultado negativo seguido, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
Essa foi a leitura mais fraca para julho desde a queda de 0,9 por cento das vendas em 2016 e contrariou as expectativas em pesquisa da Reuters de alta de 0,3 por cento.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas tiveram queda de 1,0 por cento, também o pior julho desde 2016 (-5,6 por cento) e interrompendo 15 resultados positivos seguidos, com projeção de avanço de 1,2 por cento.
Em meio ao cenário de atividade econômica lenta e desemprego ainda alto, embora a inflação no Brasil permaneça em níveis baixos, o setor varejista viu em julho queda no volume de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas sobre o mês anterior.
“O mercado de trabalho continua complicado, o ambiente eleitoral também é marcado por incertezas e tudo isso faz com que o consumidor fique conservador e cauteloso, especialmente nos bens que pode adiar e evitar”, explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.
Os destaques negativos ficaram para as perdas de 4,8 por cento em Móveis e eletrodomésticos, de 2,5 por cento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico e de 1,0 por cento em Tecidos, vestuário e calçados. Segundo o IBGE, esses setores juntos pesam 30 por cento do total do varejo.
“Móveis e eletrodomésticos e Outros foram as principais âncoras devido ao bom desempenho em junho com a promoção de vendas de TVs em razão da Copa do Mundo”, completou Isabella.
Na outra ponta, as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso do consumidor, aumentaram 1,7 por cento em julho.
As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, encolheram 0,4 por cento em julho na comparação com o mês anterior, pressionado principalmente pelas perdas de 2,7 por cento de Materiais de construção.
Fonte: Reuters
    SEJA o primeiro a comentar
  • Nome

    E-mail

    Escreva um comentário

Notícias de 'Economia'

Vendas no varejo do Brasil têm pior setembro em 18 anos

Tesouro diz que o Paraná superou limite de gastos com pessoal

Inadimplência atinge 62 milhões de brasileiros e afeta 3% do crédito

Internet é meio para checar credibilidade de instituições financeiras

Percentual de inadimplentes recua em outubro, diz CNC

Temer assina decreto que regulamenta novo regime automotivo

Total de pessoas ocupadas no país cresce 1,7 milhão de 2012 para 2017

Produção e consumo de biocombustíveis no país aumentam em 2018

Inflação sobe para famílias com renda mais baixa

Produção brasileira de veículos sobe 17,8% em outubro

Mais Destaques
"Já são 17 milhões de acessos no site do Jornal Gazeta de Toledo. Junte-se a quem de fato é lido - invista em propaganda onde sua marca ficará visível 45 9.91339499"
(Eliseu Langner de Lima - diretor)
Enquete
Tempo Toledo
Cotações
Compra Venda
Dólar comer.
Euro (real)