Artigos

Compaixão

| 10/10/2018 - 20:05

Compaixão

De acordo com o Dicionário de Filosofia*, compaixão refere-se à participação no sofrimento alheio como algo diferente desse mesmo sofrimento. Essa última limitação é importante, porque a compaixão não consiste em sentir o mesmo sofrimento que o provoca.
Vários filósofos de várias épocas a definiram e, segundo Schopenhauer, tratam-se da própria essência do amor e da solidariedade entre os homens.
Segundo o budismo, a compaixão é uma das virtudes que deve ser cultivada para o entendimento do sentido mais amplo da vida.
Trouxe esse tema para o artigo de hoje, pois foi uma das palavras que me chamou atenção em um dos relatos do senhor Kazuo Inamori, filósofo, empresário japonês e fundador da Kyocera Corporation.
Em seus escritos, podemos nos beneficiar de várias teorias, dentre elas as de administração, de fundamentos da psicologia, sociologia, filosofia e muitas outras ciências.
Neste texto ele menciona que para caminhar no sentido da compaixão é preciso se libertar de alguns “venenos” presentes na vida de qualquer pessoa. Dentre eles destacam-se a ganância e o egoísmo.
Segundo ele, a habilidade de pensar nos outros é a base de todas as virtudes e méritos que uma pessoa pode alcançar. Afinal, o que quero trazer para uma reflexão nesse artigo? Falar da compaixão e dos “venenos” presentes no ser humano? Dos estados empáticos para com o próximo? Não é apenas isto...
Chamou-me atenção a palavra e a forma como este filósofo japonês transita ao tentar explicar a essência humana nas várias dimensões, tanto no pessoal quanto profissional.
Na forma como ele fala da vida, fica clara a necessidade de uma reflexão constante sobre nossa forma de pensar, sobre nossos atos, sobre nossa essência.
Apenas assim poderíamos, de fato, lidar com as limitações e o potencial existente em todos nós.
Como poderemos usar isto na vida pessoal, familiar e organizacional?
Comece observando-se mais! Nós só conseguiremos influenciar os outros e atuar de fato neles, começando por nós mesmos. O que ando desenvolvendo mais em mim, os “venenos” ou a compaixão? No que isso realmente importa?
Boa reflexão para você!
*Dicionário de Filosofia – Nicola Abbagnano – Editora Martins Fontes, 2007.
Daniela Leluddak é palestrante, consultora, coach, orientadora de carreiras e colunista do Jornal Paraná Shimbun (Londrina) e da Oficina do Estudante (Campinas).
    SEJA o primeiro a comentar
  • Nome

    E-mail

    Escreva um comentário

Notícias de 'Artigos'

A arte de encontrar o consenso a partir do dissenso

Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele!

Jornada do encantamento do consumidor em ambiente digital

Até onde a empresa tem poder sobre o empregado?

Eleição 2018: divisor de águas

Como você se automotiva?

Estrela da campanha, a segurança precisa ser discutida a fundo

Perspectiva do emprego 2018/2019

O olhar mais atento da escola

O novo rosto da política brasileira

Mais Destaques
"Ultrapassamos 16 milhões de acessos no site do Jornal Gazeta de Toledo. Aqui se propaga - 45 9.91339499"
(Eliseu Langner de Lima - diretor)
Enquete
Tempo Toledo
Cotações
Compra Venda
Dólar comer.
Euro (real)