Cultura

Delicadeza é marca de três exposições no Ecomuseu de Itaipu

| 22/10/2018 - 16:15

Delicadeza é marca de três exposições no Ecomuseu de Itaipu

A delicadeza é o ponto comum das três exposições abertas no Ecomuseu de Itaipu na última quinta-feira (18) e disponíveis até março de 2019. Sway Luccas Cristalvo, Poesia do Movimento eAovyta podem ser vistas pelo público de terça a domingo, das 8h às 17h.
Apesar de apresentarem peças e contextos totalmente diferentes, a sutileza dos detalhes chama a atenção dos visitantes. Em alguns casos, o resultado pode ser visto como uma mensagem de amor. “Esta é a primeira vez que visito uma mostra do Ecomuseu como diretor. Estou emocionado por perceber a delicadeza de cada um dos objetos expostos”, disse o diretor de Coordenação de Itaipu, Newton Kaminski, na abertura oficial.
As telas de Luccas Cristalvo revelam as potencialidades de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Du Salzane, artista responsável pela Poesia em Movimento, consegue transformar resíduos em peças delicadas que se assemelham a minicenários. Carregado de significados, os teares feito à mão da centenária indústria têxtil paraguaia completam as mostras que estão sendo expostas pela primeira vez no Ecomuseu.
O evento de quinta-feira teve a participação de artistas de Foz do Iguaçu, de empregados e empregadas de Itaipu e de pessoas da comunidade iguaçuense. O público se emocionou com o discurso do jovem artista Luccas Cristalvo, autor da mostra homônima.
Diagnosticado com autismo em 2016, aos 16 anos, essa foi a primeira vez que ele falou em público. “Quem me conhece sabe como é difícil eu estar aqui”, afirmou. “Com amor, pois através dele é que vemos as coisas com mais tranquilidade, dedico essas pinturas e esse momento a todas as crianças que sofrem com autismo e que, assim como eu, já foram mal interpretadas.”
Segundo Lili Cristalvo, mãe de Luccas, o desenho sempre foi a principal forma de expressão do filho. “Ele começou a desenhar ainda muito criança, quando mal conseguia segurar um lápis”, afirmou. Aos poucos, a técnica foi sendo aprimorada. “Comecei a pintar com tinta a óleo há dois anos. Eu pinto o mundo como vejo. Procuro transformar o estresse do dia a dia em algo tranquilo, até mesmo os sons”, revelou o artista.
Uma de suas musas inspiradoras é a namorada Katrin Alice. Ela aparece em vários dos 42 quadros de Luccas. “O amor dele e a forma como se expressa me emociona. É o presente mais lindo que já recebi e difícil retribuir”, disse Katrin.
Movimento
As esculturas de madeira (autômatos) de Du Salzane revelam como restos de árvores, folhas e até objetos caseiros podem ser transformados em arte. O tema escolhido para a montagem das esculturas retrata a formação e a paixão do artista. “Sou torneiro mecânico e palhaço. Procurei utilizar meus conhecimentos de mecânica para dar vida ao lixo. As 20 esculturas têm um certo movimento. Como todo palhaço, meu objetivo é transmitir amor e alegria através desses autômatos”, explicou.
Entre os destaques estão o astronauta de madeira à espera do foguete, um máquina de costura que recebeu dois moradores e uma pessoa com asas pairando sob o ar. “É a primeira vez que exponho num museu. Estou muito feliz, pois tudo começou despretensiosamente, há dois anos. A vida de palhaço não estava fácil. Precisava comer. Resolvi produzir as esculturas”, contou. Neste período, Du Salzane já confeccionou 107 peças. Vinte delas estão expostas e outras foram vendidas.
Cultura têxtil
Ayovita, cuja tradução é “tear” em guarani, retrata um pouco da indústria têxtil do Paraguai, antes da produção em massa dos vestuários. As peças pertencem ao acervo do Museo de Itaipu Tierra Guarani e incluiu tecidos, materiais utilizados na confecção das peças e réplicas de teares.
Ana Burro, arquiteta do museu paraguaio, contou que essas peças estavam armazenadas há mais de 30 anos e foram restauradas para a exibição ao público. “Todo o acervo foi restaurado. Para nós, é muito gratificante contar uma pouco da história do tear, que é tão antiga quanto a da humanidade”, afirmou. São neste tipo de tear que são confeccionados os tradicionais ponchos paraguaios de 60 listras.
Como visitar
Os ingressos custam R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia entrada) e permitem o tour completo pelo Ecomuseu. O espaço tem ainda outras atrações, como a maquete de piso da região de Itaipu, a maquete da construção da usina e até mesmo um caminhão e um barco usados durante as obras da hidrelétrica. Moradores dos municípios da região trinacional, lindeiros ao Lago de Itaipu e ao Parque Nacional do Iguaçu não pagam.
Local: Ecomuseu de Itaipu (Avenida Tancredo Neves, 6001, Foz do Iguaçu-PR)
Horário de visitação: de terça a domingo, das 8h às 17h
Informações: ecomuseu@itaipu.gov.br | (45) 3520-5816
Fonte: Comunicação/Itaipu
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