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Esqueça os livros! Região da Romênia te leva para um conto de fadas na vida real

| 23/11/2018 - 18:10

Graças às montanhas que a cercam, Maramures ficou praticamente intocada pelo resto do mundo moderno.

Com um estilo de vida ancestral, os habitantes de Maramures tornaram esta região no norte da Romênia num conto de fadas no mundo real.
Em meio à correria da rotina, às vezes é fácil pedir para viver em um conto de fadas - onde tudo é perfeito e as paisagens são de cair o queixo. De fato, pode parecer impossível achar um lugar assim - mas uma pequena região no norte da Romênia prova o contrário.
A antiquíssima Maramures preservou boa parte de uma forma de viver que o resto da Europa já abandonou há muito, muito tempo. A base da economia é a agricultura e as igrejas e casas de madeira, as montanhas que a cercam e o verde infindável de seus pastos e bosques não devem em nada para o mais famoso conto de fadas.
Uma região inóspita
Mesmo na Romênia , Maramures é uma localidade esquecida. Espremida num vale entre as montanhas Oas, Gutâi, Tibes e Rodnei (a Sul e Oeste), e entre as Montanhas de Maramures e os Cárpatos Ucranianos (a Norte e Leste), a região se manteve intacta desde a época medieval, enquanto o resto da Europa crescia e se industrializava.
A principal cidade, Khust (que fica na porção ucraniana), é composta majoritariamente por edificações de até 4 andares. A maioria delas tem um aspecto tipicamente medieval, como se tivessem se mantido inalteradas desde 1324, quando o assentamento nasceu como terra Khust .
Mas é no interior, especialmente na parte romena de Maramures, que a magia acontece. O horizonte se estende coberto por árvores e montanhas, com poucas interrupções na vista que marcam pequenos vilarejos, que subsistem pela agricultura familiar e manual.
Com cerca de 516 mil habitantes num território de 6 mil quilômetros quadrados, a densidade populacional é baixíssima: são 82 habitantes por km 2 (em comparação, a Região Metropolitana de São Paulo tem uma densidade de aproximadamente 2 mil de habitantes por km2 em um território de 8 mil km 2).
Entrando no conto de fadas
Por causa disso, Maramures é ideal para aqueles que buscam paz e tranquilidade. E os admiradores da boa arquitetura também ficarão mais do que satisfeitos: as igrejas de madeira são os principais atrativos da região (algumas delas estão entre as mais altas da Europa).
O caldeirão cultural da região se formou ao longo dos séculos, desde as ocupações de povos celtas, dácios e sármacos e germânicos na Antiguidade até as influências mais recentes de hunos, ciganos, húngaros e eslavos.
Outra coisa a ser notada é a influência judaica sobre a cultura de Maramures. Ela foi tão expressiva que em 1861 o Rabino Moshe Shick fundou a maior yeshiva (escola para estudos da Torá), da Europa Oriental da época. Além disso, em 1930, o censo apurou que 38,6% dos habitantes do Condado de Maramures eram de etnia judaica.
Mas com o fim da Idade Média, veio o estancamento desse fenômeno. Nem mesmo as duas Grandes Guerras, os planos comunistas de Nicolae Ceausescu e a guinada capitalista da Europa Oriental depois da Guerra Fria conseguiram mudar isso.
E assim a cultura da região permanece até hoje: praticamente intacta e extremamente rica. As festas tradicionais e o modo de vida dos habitantes de Maramures gritam conto de fadas. E juntando isso às incríveis paisagens, é fácil acreditar estar em um.
Fonte: Turismo - iG @ https://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2018-11-19/maramures-conto-fadas.html
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