Economia

Indicador Antecedente de Emprego avança

| 06/12/2018 - 16:50

Indicador Antecedente de Emprego subiu 6,2 pontos em novembro e foi para 97,0. (Arquivo/Wilson Dias-

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 6,2 pontos em novembro e foi para 97,0 pontos, interrompendo uma sequência de oito quedas consecutivas.
Divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), os números mostram que o indicador também apresentou tendência ascendente pela métrica de médias móveis trimestrais, com crescimento de 0,9 ponto em relação a outubro. Os números divulgados nesta quinta-feira (6) pela FGV, no Rio de Janeiro, constataram queda de 1,3 ponto em novembro, indo o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) para 98,9 pontos. Assim forma, o indicador retornou ao patamar de novembro do ano passado, após visitar a casa dos 100 pontos em outubro.
O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Na avaliação do economista da FGV Fernando Holanda Barbosa, a queda no indicador em novembro reflete a realidade vivida pelo país, que convive com um mercado de trabalho bastante difícil e uma taxa de desemprego elevada.
Já a recuperação do Indicador Antecedente de Desemprego, que acontece após oito meses de quedas consecutivas, pode ser consequência de uma nova onda de otimismo na economia brasileira. Para Holanda Barbosa Filho, o resultado positivo de novembro do Indicador Antecedente do Emprego recupera parte das perdas ocorridas nos meses anteriores.
A recuperação do último mês pode indicar uma nova onda de otimismo na economia brasileira. No entanto, devemos esperar novas observações para verificar se teremos expectativas otimistas quanto à contratação no próximo ano”, afirmou.
Destaques
O levantamento da Fundação Getulio Vargas aponta resultados positivos em todos os sete indicadores que compõem o Indicador Antecedente de Emprego, o que contribuiu positivamente para o aumento do índice, com destaque para o indicador que mede o emprego local futuro da Sondagem do Consumidor, que contribuiu majoritariamente para o aumento do indicador, ao variar 19,1 pontos na margem.
Já em relação à queda do Indicador Coincidente de Desemprego, as classes de renda que mais contribuíram para o recuo foram as dos consumidores com renda familiar até R$ 2.100,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) variou -4,5 pontos; e a dos com renda acima de R$ 9.600,00, com recuo de 4,5 pontos.
Fonte: Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil.
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