Artigos

A Comunicação em 2018: passado e futuro

| 24/01/2019 - 17:10

Ari Cunha
Para um país continental como o nosso, onde aproximadamente 70 milhões de brasileiros estão vivendo em áreas sem a presença de fontes de informação como jornais e sites de notícias, a questão do controle de empresas estratégicas por pouco grupos é nociva e acaba criando distorções, inclusive na própria qualidade de nossa democracia.
Trata-se de um assunto que nenhum governo, desde a redemocratização, quis levar adiante por diversas razões, sendo a mais relevante o fato de que existe, entre nós, uma estreitíssima relação de interesses entre as autoridades políticas e esses grupos oligopolistas. Ambos vivem numa espécie de simbiose mútua.
Ao deserto de notícias espalhadas por vastas áreas do interior do país, se somam parte do controle das mídias nas mãos de políticos e afilhados desses, complicando ainda mais um ambiente que ultimamente passou a ser invadido também por uma enxurrada de notícias falsas ou caluniosas.
Um marco legal eficiente e moderno, que poderia pôr fim a essas sérias distorções, virá somente quando as autoridades que podem tratar do assunto se puserem em campo.
Para um país onde as leis são facilmente burladas, inclusive com gente capacitada para reescrevê-las ou eliminá-las, o poder do dinheiro, nesse caso, o dinheiro fácil arrecadado aos milhões diariamente, serve também para ampliar o controle desses monopólios das mídias de imprensa. Nesse sentido, o problema do controle da mídia, por poderosos daqui da Terra, ganha mais um aliado, dessa vez vindo diretamente do céu.
Diz a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 220: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.” Mais adiante, em seu parágrafo 5º, completa: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.”
Basta, no entanto, uma observação ligeira sobre essa questão para se certificar que apenas cinco grupos empresariais, dominados por suas respectivas famílias, controlam mais de 50% de todos os maiores veículos de comunicação do país, numa clara afronta ao que dispõe a lei. Isso se não forem verificadas a chamada propriedade cruzada, quando um mesmo grupo passa a controlar outras mídias por meio de laranjas e de outros meios. Situação como essa ganha ainda maior gravidade quando se verifica que, pelos mecanismos existentes hoje para a concessão de emissores de rádios e de televisão, muitos políticos ou pessoas por eles designadas passam a controlar essas mídias, numa demonstração clara de que ainda falta um longo caminho a percorrer até que os brasileiros tenham de fato veículos de comunicação que sejam verdadeiramente plurais, do ponto de vista de opinião, ao menos respeitem o que manda a Constituição.
Os monopólios e oligopólios formados em torno dessas empresas, que são uma concessão pública, por falta de legislação específica, são ampliadas ainda com o controle desses grupos sobre outras mídias, como portais de internet, jornais, revistas impressas. Mesmo com a famigerada tentativa de se impor ao país uma tal regulamentação da mídia, conforme queriam os governos petistas, e que não foi adiante por pouco.
A frase que foi pronunciada:
“Só o real é contraditório.”
Assis Chateaubriand, jornalista, empresário, mecenas e político.
Dupla personalidade
Basta ver o que aconteceu com a notícia do jornal El Pais sobre o presidente Bolsonaro em Davos, para compreender como anda a imprensa de hoje. O periódico espanhol traz a notícia em duas versões: uma elogiando o presidente, na versão espanhola e outra criticando, na versão em português. É para deixar o leitor perdido?
Coragem
Com a pergunta: “Você conseguiria identificar o Assédio Moral no seu trabalho?” O Senado Federal vem fazendo uma campanha maciça para esclarecer aos diretores, funcionários e também senadores como se constrói esse monstro no ambiente funcional.
Informar
O primeiro passo é o conhecimento. Assim o corpo funcional estará preparado para enfrentar o Assédio Moral. O assunto veio à tona com a morte recente de um funcionário público, que não tem família por perto e poucos amigos. No local de trabalho, há registros da pressão que sofria, perseguições e repetição deliberada de situações humilhantes.
Mudanças
Uma reforma no serviço público brasileiro se faz necessária nesse sentido. Desde o que é noticiado como foram dezenas de casos no Itamaraty, ou do funcionário que baixou as calças na antiga sede do GDF, ou da frase “eu contrato até uma melancia, se quiser”, vale à pena a administração pública repensar em uma política de gestão no que se refere ao Assédio Moral.
    SEJA o primeiro a comentar
  • Nome

    E-mail

    Escreva um comentário

Notícias de 'Artigos'

Eu creio, Senhor, mas aumentai a minha fé

Eles entraram no sepulcro, viram e acreditaram: Cristo Ressuscitou

Família e escola: uma parceria fundamental

Quo Vadis UnB

Jesus morreu na cruz para nos dar vida em plenitude

Profissão professor

Mais pobreza

A VIA PARLAMENTARISTA

A dignidade restituída e a esperança renovada

Os robôs estão chegando!

Mais Destaques
"Já foram 19 milhões que acessaram o site do Jornal Gazeta de Toledo- ISENÇÃO E VERDADE!"
(Eliseu Langner de Lima - diretor)
Enquete
Tempo Toledo
Cotações
Compra Venda
Dólar comer.
Euro (real)