Economia

Caixa quer vender área de loterias, seguros, cartões e gestora até junho do ano que vem

Estadão | 30/01/2019 - 15:40

Caixa quer vender área de loterias, seguros, cartões e gestora até junho do ano que vem

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou nesta quarta-feira, 30, que o objetivo de sua gestão é vender todos as quatro subsidiárias da instituição, tidas como não são centrais ao negócio do banco público.

Assim, devem ser vendidas as área de gestora de recursos, a empresa de loterias, de seguros e de cartões.

Outro objetivo da nova gestão é também listar os papéis da Caixa na bolsa, mas em Nova York. O executivo acredita que ao menos duas destas empresas devem fazer a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) este ano e, em uma "previsão conservadora", disse ele, até junho de 2020 todas estas companhias devem estar com capital aberto.

No discurso de posse, o executivo havia afirmado que o objetivo era vender as quatro empresas durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, mas após suas primeiras semanas no comando do banco, encurtou o prazo para meados do ano que vem.

Loteria pode ser a primeira

A empresa de loterias do banco, disse Guimarães, tem chances de ser a primeira a lançar ações, pois já está mais preparada, disse durante palestra em evento com 650 investidores, empresários e analistas promovido pelo Credit Suisse.

Pedro Guimarães ressaltou que o objetivo das operações não é vender 100% das subsidiárias, mas uma fatia menor e, em um segundo, uma opção é fazer uma oferta subsequente (follow-on, pelo jargão do mercado financeiro).

"Não penso que IPOs tem que ser 30%, 40% ou 50%, prefiro fazer menor." Operações menores, disse ele, conseguem atrair os pequenos investidores.

Venda do banco

Sobre a abertura de capital da própria Caixa, Guimarães disse que essa é uma decisão do ministro da Economia, Paulo Guedes. Seu mandato no banco público, disse ele, é vender as subsidiárias. O executivo ressaltou ainda que a privatização da Caixa não está em discussão no governo.

Guimarães disse não gostar do modelo parcerias e fusões para o banco e acredita que o mais viável é vender as empresas por meio de ofertas de ações. Ele disse que o banco planeja criar algum mecanismo nos papéis para atrair pessoas físicas.

O executivo prometeu um choque de gestão no banco. Ele destacou que só o fato de abrir o capital pode ajudar o lucro de algumas das subsidiárias aumentar em 50%, como já aconteceu com empresas semelhantes do Banco do Brasil.

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