Cultura

Escritor Ignácio de Loyola Brandão é o novo imortal da ABL

| 15/03/2019 - 15:30

Aos 82 anos, Ignácio de Loyola Brandão é o novo imortal da Academia Brasileira de Letras. (Foto: Fab

O escritor e jornalista Ignacio de Loyola Brandão é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras.
Ele foi eleito na última quinta-feira (14) por unanimidade para ocupar a cadeira de número 11, que foi do jurista Hélio Jaguaribe, morto em setembro do ano passado.
Loyola Brandão venceu outros 11 concorrentes: Eloi Angelos Guio D’Aracosia, Rodrigo Cabrera Gonzales, Placidino Guerrieri Brigagão, José Roberto Guedes de Oliveira, Lucas Menezes, Remilson Soares Candeia, José Itamar Abreu Costa, Marilena Barreiros Salazar, Raquel Naveira, Felisbelo da Silva e Sérgio Caldeira de Araújo.
O presidente da ABL, professor Marco Lucchesi, disse que todos os acadêmicos estavam tomados de emoção. “Porque Ignácio é um marco na moderna ficção brasileira e traz uma inteligência muito profunda da vida das cidades, com uma espécie de experimentalismo e de profunda intensidade dos seus quadros, às vezes até mesmo ferozes, mas sempre criativos”.
Os ocupantes anteriores da cadeira 11 foram Lúcio de Mendonça (fundador), que escolheu como patrono Fagundes Varela; Pedro Lessa, Eduardo Ramos, João Luís Alves, Adelmar Tavares, Deolindo Couto, Darcy Ribeiro e Celso Furtado.
Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 1936, onde concluiu os estudos primário e ginasial.
Iniciou no mundo das letras como jornalista. Em 1957 ingressou no jornal Última Hora, e menos de uma década depois, em 1965, estreou na literatura com o seu primeiro livro, “Depois do Sol” - uma coletânea de contos sobre a noite paulistana.
Continuou transitando entre o jornalismo e a literatura, passando por revistas como “Realidade”, “Claudia”, “Setenta” e “Planeta”.
Publicou mais de 42 livros, entre romances e contos, crônicas, viagens, infantis e infanto-juvenis e uma peça teatral.
Loyola Brandão obteve reconhecimento da crítica em meados da década de 1970, com a publicação do romance “Zero”, censurado pelo regime militar.
O escritor se tornou uma das principais vozes da geração literária que ganhou evidência depois de 1964.
Ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti, em 2000 por “O homem que odiava a segunda-feira”, como melhor livro de contos, e em 2008 com o livro infantil “O menino que vendia livros” na categoria melhor livro de ficção do ano.
Em 2016 recebeu o prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.
Com informações de da Agência Brasil
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