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Denúncia:Transguard – irregularidades, abusos e suspeitas.

| 15/03/2019 - 18:40

Caminhões de guincho fora dos podrões exigidos pelo contrato.

A Gazeta de Toledo recebeu denúncias de que a empresa Transguard do Brasil - Remoção e Acautelamento de Veículos Apreendidos Ltda, vencedora da concorrência nº 001/2016, assinada por Carlos de Mello Logulo, representante residente na cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, está atuando em Toledo de forma irregular. O Contrato 0018/2018, firmado com a cidade de Toledo, via Fundo Municipal de Trânsito de Toledo, em 12 de abril de 2018, é para a outorga de concessão para a exploração dos serviços de remoção, guarda, liberação e leilão dos veículos apreendidos e que venham a se encontrar em situação irregular. Tentamos contato com Fredy Sales, que está à frente da empresa Transguard, e ele não quis se manifestar. Disse que só se manifestaria com o crivo do Jurídico da empresa. Jornalisticamente, observamos o contrato e cremos que não o está sendo cumprido em sua íntegra. Começamos com a Cláusula 6ª onde constam exatamente 10 parágrafos que estabelecem prazos e condições, que cremos serem relativos às infrações contratuais que merecem ser investigadas pelas autoridades competentes, já que levantam inúmeras dúvidas sobre o não cumprimento das exigências contidas. Da mesma forma, um dos maiores desrespeitos ao contribuinte está no item 14.4 do Anexo I do Termo de Referência do Contrato, que determina que “área de atendimento ao público deverá se localizar em raio de no máximo 800 metros da instituição bancária ou casas lotéricas que possibilite o usuário realizar o pagamento das tarifas pertinente ao pátio”. Não existe!

As possíveis irregularidades contratuais

Partindo do Parágrafo segundo, onde está claro que a empresa teve 120 dias para adaptar-se às necessidades operacionais de maior relevância como o item que estipula que a frota seja própria e adequada para as operações, incluindo os Guinchos. O que vimos nas ocorrências (blitz) são guinchos de terceiros com idade bem abaixo do tempo mínimo exigido e sem as devidas identificações e adesivagem de veículo vistoriado pelo departamento de trânsito de Toledo.

Guinchos sem condições, cobrando altos preços em possíveis esquemas de favorecimentos

Segundo uma contribuinte que quis se manter no anonimato, por sua moto apreendida em blitz, teve pagar R$ 170,00 pelo transporte, e quando viu a motocicleta ser carregada com outros veículos na mesma viagem recusou-se a deixar a deixar a moto, caso ela não fosse a única a ser transportada. A pergunta que se faz: Se eu pago pelo “transporte” do meu veículo, o valor é rateado com os demais veículos apreendidos? Outras denúncias feitas à Gazeta levantam suspeitas de favorecimentos a determinados “donos de guincho” que não se adéquam às exigências do contrato com o município.

Um dos motoristas de guinchos que não aceitou, orienta outros a tirar fotos em enviar ao MP
Outro motorista também reclama sobre a idade dos caminhões guincho que estão carregando

Um guincheiro alerta o secretario de segurança e transito Crespão que os caminhões que estão atuando são de 1995. Bem fora do que contrato exige caminhões acima de 5 anos.

https://youtu.be/8kdGusjzRyE

Empresário foi chamado de “bosta” dentro da TRANSGUARD

O empresário Vanderley Carpiné que atua no ramo de móveis e eletro (Casa Carvalho) há mais de 30 anos em Toledo, procurou a Gazeta de Toledo em janeiro de 2019 para denunciar funcionários da empresa Transguard, que foi a empresa responsável hoje para recolher os veículos detidos pela PM ou GM. Segundo o empresário, um de seus veículos foi abordado em Blitz realizado pela GM de Toledo na Rua Ângelo Donin e foi constatado que o seu licenciamento estava vencido, mas que em 5 minutos foi resolvido e levado ao local onde se encontrava o mesmo e não foi aceito a liberação do carro, que estava em trabalho fazendo entregas. No local, ele foi comunicado pelos GMs que o guincho estava a caminho para levar o veículo apreendido até o pátio da empresa, assim ocorrendo. Ao chegar à Transguard, não lhe foi permitido a retirada sob a alegação de que somente no outro dia ele poderia fazer a retirada, desrespeitando o que consta no Anexo 01, do termo de referencia item nº 15.2.17 que diz: “A Concessionária somente restituirá ao proprietário o veiculo após a quitação de débitos”.

O desrespeito

Segundo o empresário, ao mostrar os comprovante do pagamento e pedir a liberação do veículo, lhe foi indagado por uma atendente se o mesmo era cego? Não enxergou o que está escrito naquele papel? (observou e viu um papel de ofício A4 pregado em uma parede bem distante). Se sentido ofendido, disse “sou empresário há mais de 30 anos em Toledo e nunca foi desrespeitado pelos órgãos público, pelos quais eu tenho o maior respeito”. Momento em que outro atendente se pronunciou dizendo que o mesmo era um “empresário de bosta”. Segundo o empresário, depois de mais essa ofensa resolveu sair do ambiente para evitar maiores consequências. O empresário não está questionando os trabalhos feitos pela GM muito menos as penalidades, porque entende que é de sua responsabilidade e nesse caso estava inadimplente. O que questiona é a maneira vergonhosa e desrespeitosa que foi atendido. Vanderley disse “estou me sentindo no direito de levar a público, levar às nossas autoridades esse fato que considero “abuso de poder”, de despreparo de uma empresa a qual foi contratada para servir e não ofender”, disse.

Representação

O empresário disse a esse Jornalista: “Sei de meus diretos, mas também sei das obrigações da empresa”. Está escrito lá no contrato firmado entre o município e a empresa em sua CLÁUSULA VIII, que trada das obrigações, na letra (o), do item 3: ... “usar de cortesia e polidez nas relações com os usuários bem como servidores do poder concedentes e outras autoridades”... O que não ocorreu, me dá o direito de representar judicialmente por “danos morais” assim como fez, disse o empresário à Gazeta de Toledo.

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