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Aprendizado organizacional: a Copa do Mundo poderia ser nossa

| 21/06/2014 - 00:00

Ricardo Ken Fujihara *
30 de outubro de 2007. Ansiedade, euforia, alegria. A Federação Internacional de Futebol (FIFA) formaliza o Brasil como sede do Mundial de 2014. A Copa do Mundo é nossa!
Enfim, 2014. Está chegando a hora. A Copa do Mundo Fifa no Brasil vai começar. Imaginar que a Copa do Mundo é nossa e que o Brasil pode ser hexa campeão nos remete à primeira conquista em 1958, na Copa da Suécia, em que o País foi embalado pelos versos “A taça do mundo é nossa, com brasileiro, não há quem possa (...)”, dos compositores Wagner Maugeri, Lauro Müller, Maugeri Sobrinho e Victor Dagô.
Cinquenta e seis anos depois, a taça do mundo pode ser nossa novamente, mas há um sentimento diferente no ar. A sensação é que “A Copa do Mundo” poderia ter sido nossa. Como assim?
Estamos falando de qualidade, de satisfação, de orgulho em ser brasileiro e sediar a Copa do Mundo de Futebol, o esporte de maior paixão do nosso povo. Estamos dizendo que poderíamos ter realizado a melhor e maior Copa do Mundo de Futebol de todos os tempos, mas a sensação é que isso não vai acontecer.
De acordo com o site da Revista Veja, no início de maio, o secretário-geral da Fifa diz ter vivido 'um inferno' na preparação do Brasil para a Copa do Mundo e que a competição vai começar com cidades ainda em obras em projetos de infraestrutura. Em seguida, com menos de um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, um integrante do Comitê Organizador Local da Copa (COL) disse estar envergonhado com os atrasos e problemas encontrados na véspera do Mundial.
Essas e outras notícias sobre a Copa do Mundo no Brasil nos remetem ao Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que serve de instrumento para o desenvolvimento da sustentabilidade, ética e inovação, além de promover a qualidade das práticas de gestão das organizações.
Realizar uma Copa do Mundo não é tarefa fácil e isso é indiscutível. Mas será que, em seis anos, não seria possível evitar tantos problemas assumidos e citados pelos próprios organizadores do evento? Não seria tempo suficiente para se planejar, organizar e realizar a melhor Copa do Mundo de todos os tempos?
Nesse momento, poderíamos estar refletindo sobre alguns Fundamentos da Excelência da Gestão da FNQ, como a inovação, o olhar para o futuro, a valorização das pessoas e da cultura, a orientação por processo, a geração de valor, entre outros, mas diante do cenário, vale a reflexão sobre o aprendizado organizacional.
Segundo os Critérios de Excelência do MEG, o aprendizado organizacional é a busca de maior eficácia e eficiência dos processos da organização e o alcance de um patamar de competência, por meio da percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de conhecimento e experiências.
A reflexão gera aprendizado e é hora de pensar nas oportunidades de melhoria. Para Argyris e Schon (1978), a aprendizagem organizacional é um processo de aquisição de conhecimento e melhoria contínua, por meio de identificação e correção de erros. Pelas reflexões e comentários citados, cometemos alguns erros e, provavelmente, não teremos a melhor Copa de Mundo de todos os tempos. Uma pena! Seria um motivo de orgulho para o povo brasileiro ter essa marca, mas o sentimento de orgulho está ferido! E pensar que tudo começou em 2007.
Mesmo assim, vamos vibrar pela seleção. Vamos cantar, gritar e torcer para sermos campeões! Mas a Copa vai acabar e o próximo passo, insisto: é refletir e aprender. A taça do mundo pode até ser nossa, mas “A Copa do Mundo”, com “A” maiúsculo, poderia ter sido nossa também.
*O autor é membro do Núcleo de Estudo Temático Marketing da FNQ
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