Estado

Ampliação do TCP é exemplo da modernização dos portos

| 26/06/2014 - 00:00

O governador Beto Richa participou nesta quarta-feira (25/06) da inauguração do novo cais do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), que a partir de agora pode receber simultaneamente até três dos maiores navios de contêineres em operação. O investimento foi de R$ 370 milhões. Richa ressaltou que o investimento realizado pelo TCP em Paranaguá integra um pacote que soma cerca de R$ 2 bilhões desde 2011, entre recursos públicos e privados. “É o maior pacote de investimentos concentrados da história dos portos paranaenses”, afirmou o governador.
Ele disse que a segurança jurídica e institucional possibilitou a ampliação dos investimentos da iniciativa privada em novas estruturas portuárias, silos, aquisição de equipamentos e construção de sistemas de tancagem.
O Governo do Estado investe R$ 470 milhões na modernização da infraestrutura e projetos estruturantes nos portos paranaenses, com recursos da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Entre os destaques, estão três campanhas de dragagem feitas nos últimos três anos, que devolveram a profundidade original aos canais de acesso e berços de atracação dos portos. Também foram adquiridos quatro novos t de navios (shiploaders), que vão aumentar em 30% a produtividade do Corredor de Exportação.
“Os investimentos no Porto de Paranaguá têm sido frequentes e sistemáticos, com recursos públicos, recursos da própria administração portuária e da iniciativa privada. Isso se concretiza em crescimento do Porto, que é hoje referência de boa gestão entre todos os portos brasileiros”, afirmou Beto Richa.
Ele ressaltou que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) coloca Paranaguá como modelo para os demais portos. “Alavancar o nosso terminal foi um dos fortes compromissos que assumi, porque me sentia indignado, os paranaenses envergonhados por ver nosso porto até mesmo em páginas policiais. Agora somos referência em boas ações, em resultados positivos, garantindo a modernização e eficiência que contribuem para um desenvolvimento econômico mais vigoroso e para redução do custo de produção do Paraná”, afirmou Richa.
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, também ressaltou o volume de investimentos e a participação da iniciativa privada.
NOVO CAIS – O presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá, Luiz Antônio Alves, explicou que o investimento da empresa permitiu a expansão do cais e também a compra de novos equipamentos, novos contêineres e transtêineres.
Com a obra de ampliação, o TCP terá sua capacidade operacional aumentada de 900 mil TEUs para 1,5 milhão de TEUs/ano, garantido o bom atendimento dos usuários do Porto de Paranaguá.
O projeto inclui, além de 300 metros do novo cais, 10 equipamentos de pórtico de última geração, a exemplo dos quatro transtêineres já instalados e prontos para operação.
O TCP já recebeu o primeiro lote de seis, de um total de dez, transtêineres. Os novos equipamentos podem empilhar em alturas de até seis contêineres, com velocidade de operação de um contêiner por minuto, o que deve reduzir tempo de espera para retirada das cargas no terminal. A chegada do segundo lote restante de quatro transtêineres está prevista para o final do mês de julho.
Até o mês de maio, o Porto de Paranaguá movimentou quase 300 mil contêineres, sendo que metade deles foi de contêineres para exportação, 5% a mais do que a quantidade registrada em 2013.
Lei dos Portos tira autonomia da Appa na concessão de áreas
O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, afirmou que a intervenção federal prejudica os portos do Paraná, que há mais de 20 anos também não recebem investimentos da União. Ele explicou que a nova lei dos portos (12.815/13) retirou da Appa os processos de concessão de áreas para implantação de novos terminais portuários.
Dividino explicou ainda que a Appa também está impedida de implantar o Plano de Zoneamento e Desenvolvimento do Porto Organizado (PDZPO). O estudo foi elaborado em parceria com entidades privadas (G7 e Fórum Futuro 10) para que a operação portuária seja ampliada de modo ordenado, atendendo às demandas de quem utiliza o porto.
“Este estudo não foi adotado pelo Governo Federal”, explica Dividino. “Com a centralização para as novas concessões em Brasília, o Governo Federal também não conseguiu aprovar os projetos da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), que ainda estão sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU)”.

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