Estado

Governo e Copel vão estudar valor do reajuste da energia

| 27/06/2014 - 00:00

O governador Beto Richa determinou a suspensão do aumento 35,05% na tarifa de energia da Copel proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na terça-feira (24/06). “É preciso deixar claro que o reajuste foi proposto pela Aneel e o governo federal. Eu não aceito”, afirmou Richa ao anunciar a medida.
O pedido de suspensão foi aprovado pelo Conselho de Administração da Copel, que solicitara um reajuste na tarifa, e encaminhado à Aneel. O efeito suspensivo permitirá ao governo estadual e à Copel estudar uma proposta de um reajuste menor, para evitar o impacto do repasse integral aos consumidores.
Richa justificou que do reajuste total proposto pela Aneel, apenas 1,5% se refere a custos da estatal paranaense de energia. “O resto todo é da gestão do governo federal e da Aneel para não faltar energia no País. É o uso das (usinas) térmicas a custos elevadíssimos. É o custo Brasil”, afirmou o governador.
VARIÁVEIS - Para definição do reajuste, é levada em conta uma série de variáveis, que compõem as chamadas Parcela A e B da tarifa.
A Parcela B corresponde aos custos gerenciados pela distribuidora, como as despesas com operação e manutenção. No reajuste deste ano, esta parcela responde por cerca de 1,5% do reajuste total.
Todo o restante do reajuste situa-se na Parcela A, sem qualquer controle da concessionária. Ela reúne encargos setoriais, encargos de uso do sistema de transmissão e, principalmente, os custos atuais e futuros da energia comprada para fornecimento aos consumidores.
CUSTO DA ENERGIA - Em 2014, os custos da energia aumentaram significativamente, devido à escassez de chuvas no início do ano na Região Sudeste, à redução do nível dos reservatórios e ao acionamento permanente de usinas térmicas, de alto custo de operação.
Conforme os contratos das distribuidoras foram vencendo, elas se viram obrigadas a comprar esta energia cara no chamado mercado de curto prazo. “É uma energia poluente e extremamente cara, e quem paga a conta é o consumidor”, afirma o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer. Este custo imprevisto tem sido o principal motivo para os altos índices de reajustes das concessionárias em todo o país este ano.
Segundo Zimmer, a Copel foi uma das empresas mais penalizadas pelo modelo atual do setor elétrico, em que as distribuidoras são obrigadas a estabelecer contratos de compra de energia com as geradoras indicadas pelo Governo Federal.
“Vários contratos da Copel não foram cumpridos pelas respectivas geradoras, como Jirau, cuja construção atrasou, e as usinas do Grupo Bertin, que sequer foram construídas. Isso deixou a distribuidora paranaense descontratada e obrigada a comprar energia cara no curto prazo”, afirmou o presidente da Copel.
No mix dos diferentes contratos, a energia comprada pela Copel (para ser revendida aos consumidores) subiu 35 por cento.
O índice de reajuste tarifário da Copel, excluindo-se os efeitos dos componentes financeiros do ano passado, ficou, em média, em 30,78 por cento, inferior ao pedido feito pela empresa de um reajuste (sem esses efeitos financeiros) de 32,45 por cento.
Embora o Paraná seja superavitário na geração de energia, a eletricidade não pode ir diretamente para a Copel ou para o Estado do Paraná. A regulação do setor elétrica obriga que ela seja destinada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e revendida às distribuidoras em leilões do Governo Federal.
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