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Desventuras do Fuleco

| 27/06/2014 - 00:00

Waldir Fabrício dos Santos*
Os grandes eventos esportivos sempre contam com o mascote para turbinar o marketing, cair nas graças da torcida, ser comprado por multidões, dar bom lucro e, se possível, ser lembrado depois.
Não podia ser diferente nessa Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil. Quando pensaram em um bicho para ser mascote, o tatu-bola ganhou de goleada. Claro, com um nome desses, não teve para ninguém. Mas, tatu-bola? Não estava “fofo” e não soava muito legal para segurar a onda de mascote, então resolveram arrumar um apelido para ele. Pasmem, as opções foram: “Fuleco”,“Zuzeco” e “Amijubi” e... segura aí, o vencedor foi? Isso mesmo “FULECO”.
Explicaram que o apelido era muito bonito e tinha a ver com “FUteboL” e “ECOlogia”, coisas da moda, sustentabilidade, proteção da espécie ameaçada de extinção etc... e tal. OK! Sendo assim, vamos lá!
Só que a cor original não era nada fashion e para combinar com o desespero, pintaram ele de amarelo, puseram “capacete” azul, calçãozinho, camiseta, bola (na mão???) e vamos para o jogo. Começa a reprodução assistida nas máquinas da China e uma superpopulação de clones Fulecos começa a viajar pelo mundo em tempo de não perder a festa da abertura do grande evento.
Mas por aqui, o bichinho não deu o ar da sua graça e teve pouca divulgação. Dizem que a ONG Associação Caatinga que propôs o tatu-bola para mascote não se acertou com a FIFA quanto aos valores dos honorários pela ideia.
Para piorar, engraçadinhos começaram divulgar variações do apelido com certas rimas inevitáveis: timeco, buteco, fumeco e algumas piores. Alguém lembrou que esse apelido estava relacionado com uma parte da anatomia humana excretora, lá na parte terminal e até o famoso jornal alemão “Die Welt’ caiu na onda e divulgou isso em matéria de repercussão mundial. Foi demais e não existe tatu que aguente tamanha provocação.
O Fuleco queria mesmo era um buraco para se esconder e começou cavar fundo. Logo se surpreendeu com as companhias que encontrou: um jogador com a camisa da mesma cor - especialista em cavar faltas -, algumas excelências políticas, empresários astutos de grandes construtoras e outros interessados naquele subsolo riquíssimo, verdadeira mina, com enormes possibilidades de superfaturamentos em obras na casa dos bilhões de dólares. Fuleco percebeu que o jogo era sujo e que em matéria de corrupção o buraco era mais embaixo. Até esse momento o Fuleco não havia saído da toca. Dizem que está tentando se limpar para ver se será convidado para o final da Copa.
Falando sério, desventuras assim não afligem só o Fuleco. Muitas vezes somos bombardeados de forma similar e queremos mesmo é um buraco para se esconder. Considerando que nem lá embaixo a situação é melhor e que muitas vezes o cheiro das companhias é pior, o jeito é sair da toca, levantar a cabeça, sacudir a poeira, dar a volta por cima e ir para o jogo.
Saiba que há alguém que reconhece o seu real valor e está disposto a dar a maior força. Deus disse: “Não temas, porque eu sou contigo: não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. (Isaías 41.10)”.
* O autor (56 anos) é engenheiro civil e pastor em Toledo-PR. (wwwfs@uol.com.br).
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